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A
necessidade de sistematização do estudo do Espiritismo foi antevista por
Allan Kardec,
conforme se lê no Projeto 1868, inserido em “Obras
Póstumas”,
in verbis:
Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver
os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios (...)
Considero esse curso como de natureza a exercer capital influência sobre o
futuro do Espiritismo e sobre suas conseqüências.
O pensamento espírita, neste ponto, não deixa margem para muita divagação.
O conhecimento há de ser limitado, porque somos naturalmente limitados. Mas o
espírito progride em conhecimento e em moralidade, cedo ou tarde, como
aprendemos em “O
Livro dos Espíritos”
– Questão 192.
Conhecimento... É fruto de longa paciência, de ardorosa boa vontade e de
profunda meditação. (DEJEAN, Georges.
A Nova Luz).
O conhecimento espírita é orientação para a vida essencial e profunda do
ser. Claro que a evolução é lei para todas as criaturas, mas o Espiritismo
intervém no plano da consciência, ditando normas de comportamento suscetíveis de
traçar caminhos retos à ascensão da alma, sem necessidade de aventuras nos
labirintos da ilusão que correspondem a curvas aflitivas de sofrimento. (XAVIER,
Francisco Cândido.
Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz)
Então, à medida que o Espírito desenvolve todo o seu potencial, não apenas
intelectual, mas também moralmente, tem mais possibilidade de avançar no
conhecimento. Se não pode chegar à essência absoluta das coisas porque não tem
instrumentos adequados a este tipo de inquirição, pelo menos adquire uma visão
mais lúcida e cada vez mais profunda e ampliada.
O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.
(XAVIER, Francisco Cândido. Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz)
Fonte
http://www.febnet.org.br/ |